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Manter o otimismo por meio da fé e da oração

Publicado em 18 de setembro de 2018 por Robson Pinheiro

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“Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”
Mateus 4:4

 

Será ignorância o fato de não se dar ouvidos a certas notícias? Será viver à margem dos acontecimentos e das experiências do mundo a conduta de evitar noticiários aviltantes, degradantes ou que tragam informações sobre calamidades de toda espécie?

Parece que o mundo está de ponta-cabeça e que o sucesso, hoje, depende do tamanho do escândalo produzido, do ruído criado ou de se participar, a qualquer custo, de noticiários de jornais. As pessoas já não sabem distinguir entre verdade e mentira e não conseguem notar como são manipuladas pelos noticiários e pela mídia sensacionalista ou interesseira, que aproveita certos fatos e elabora a sua versão a respeito deles, garantindo, para os veículos de comunicação de massa, a audiência da multidão.

Como resultado, a sociedade passa a viver momentos de angústia. Muitos se veem alarmados com a situação mundial, que é pintada em cores mais fortes e drásticas do que exibe a realidade. Meu Deus, como eu gostaria de ver os noticiários divulgando ações generosas dos candidatos ao bem! Como ficaria muito mais contente em observar a televisão e a internet mostrando notícias dos trabalhadores voluntários na África, na Índia ou, quem sabe, no Haiti. Talvez, as pessoas precisem amadurecer bastante, ainda, a fim de se tornarem mais lúcidas. Quem sabe esse meu desejo de ver a mídia divulgando, algum dia, as boas realizações que estão sendo promovidas ocorrerá somente num mundo novo e renovado?

Neste mundo atual, na atual conjuntura, falar e divulgar coisas chocantes, manipular as emoções e a mente das pessoas por meio de documentários e do telejornalismo, principalmente, tornou-se uma especialidade muito requisitada e valorizada. Ocorre que os cristãos e os demais candidatos a servos de Cristo esquecem-se de que, embora as dificuldades anunciadas, e mesmo diante do panorama mais sombrio, traçado por renomados e respeitáveis especialistas, Cristo permanece como diretor e condutor da nave cósmica chamada Terra. À frente do trabalho que representamos e de nossas instituições, ressalta a figura daquele que inaugurou o Reino há 2 mil anos.

Além do mais, existe outra coisa que os cristãos deveriam ter em mente, pois que já foi escrito nas páginas dos santos Evangelhos. É que Cristo nunca disse que seria fácil a caminhada. Ou será que Ele falou isso e os apóstolos se esqueceram de escrever? Para mim, que não estou acostumada a facilidades, qualquer possível crise servirá apenas como desafio para continuar as tarefas a mim confiadas. Portanto, perante o quadro apresentado pela mídia ou ante a repercussão de situações aflitivas decorrentes de erros de governos e povos, não podemos esquecer as palavras do salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”.[1]

Fico a imaginar os seguidores modernos de Cristo, quando se encontram desesperados, sem confiança no futuro, muitas vezes como um galho de árvore enxertado que logo cai do tronco principal. Não rezam, não se colocam em harmonia com a fonte que nos inspira a caminhada. Reclamam uma saída para as diversas situações que lhes parecem aflitivas, entretanto parecem evitar a fonte generosa de toda a graça e bondade, sabedoria e inspiração. Para nós, os que pretendemos nos habilitar ao serviço de Cristo, por mais que nos consideremos conhecedores de estratégias, por mais que tenhamos nosso ponto de vista sobre alguma coisa que fazemos em nome do bem, é imprescindível nos ligar à fonte de sabedoria e inteligência por meio da oração.

Dessa maneira, para nós que estamos no meio deste período de transformações intensas ao qual damos o nome de crise, é inteligente rezar. Rezar em conjunto, rezar em silêncio, redescobrir o valor da oração sentida e, sobretudo, aceitar a resposta de Deus, que, muitas vezes, nos responde em silêncio. Noutras, dizendo-nos: “Assim, não, meu filho”. Em mais de uma ocasião, anuncia: “Agora, não”. Tenhamos o cuidado de perceber a resposta sutil que nos aponta um caminho diferente daquele que julgamos acertado.

Em momentos de emergência, saibamos valorizar a fé, a esperança e investir no otimismo, pois muitas vezes a situação em torno de nós é apenas reflexo de nosso próprio desespero íntimo. A coisa fica ainda mais acentuada quando estamos temporariamente dirigindo alguma atividade, pois esta refletirá, em grande medida, o panorama íntimo do dirigente.

Portanto, mantenhamo-nos ligados à fonte suprema e inesgotável de sabedoria, pedindo orientação, mas não rejeitando-a quando ela vem, por mais que contrarie nosso ponto de vista. Aprendamos que, com Cristo, a matemática é outra, os resultados dependem da fé. Quando acreditamos e cultivamos a fé — ou, usando termos mais modernos, quando exercitamos o pensamento na criação de imagens positivas, quando visualizamos os resultados que esperamos —, o universo tende a conspirar em favor dos nossos projetos. Isso é fé em ação. Sem fé, a pessoa se aniquila ante as notícias escandalosas, quer procedam da imprensa, quer venham de onde for. Sem fé, o crente em Cristo acaba por sucumbir em face da angústia, do pavor incitado pelos documentários e noticiários do mundo todo, ou mesmo pelas vicissitudes e insucessos aparentes ou reais de seu dia a dia. Sem fé, o candidato ao serviço cristão não consegue ver nenhuma luz no final do túnel.

Embora Cristo tenha afirmado que não seria fácil a caminhada do seu seguidor,[2] é preciso observar que, enquanto algumas de suas palavras enfatizam desafios intensos para o estabelecimento das ideias renovadoras sobre a face da Terra, Ele também asseverou que estaria conosco até o fim.[3] E esta promessa Ele cumpre pessoalmente todos os dias, embora teimemos em não nos ligar a Ele pela oração, que é a única forma de bebermos da seiva que verte da videira genuína.

Distraímo-nos com fantasias, miragens e paisagens enganadoras, que se diluem frente à menor dificuldade. Deixamo-nos induzir pelo sono enganador, que obscurece à nossa visão o verdadeiro escopo de nosso trabalho. E, na rebeldia natural de nosso ser, queremos que as coisas sejam diferentes, conforme nosso jeito, esquecendo-nos de que estamos em estado de luta permanente. Nesta guerra espiritual, alistamo-nos num exército cujo comandante é o próprio Cristo. Como aliados, muitas vezes acordamos insatisfeitos por não poder aproveitar o tempo da forma desejada. Ou, então, discordamos dos métodos e do projeto de vida apresentado por nosso general, pois não nos sobra tempo para aproveitar a vida. Rebelamo-nos e nos refugiamos ou escapamos da realidade dura e crua. Julgamos que temos nossos direitos, e esses direitos, geralmente, representam parcerias com coisas do mundo e com situações que nos distraem do foco principal de nosso tempo e de nosso serviço. Meu Deus, como somos rebeldes!

E nossa rebeldia tem um preço. Por mais que tenhamos uma filosofia diferente, que discordemos da situação que envolve os legítimos representantes de Cristo, infelizmente tenho de ser, agora, a mensageira da realidade. Você, meu querido irmão, que está de alguma maneira ligado aos projetos de Cristo, que intentam a renovação do mundo, não encontrará outro caminho a não ser este vaticinado por Nosso Senhor. Se teimamos na rota da rebeldia, com certeza encontraremos a angústia e o inconformismo; ficaremos desolados, nos apartaremos da fé, da oração, e nossa fuga nos levará a instâncias um pouco distantes demais dos caminhos de Cristo.

Ouça meu alerta. E fique consciente de que, aceitas as dificuldades inerentes à implantação das ideias renovadoras do Reino, não podemos nos submeter à hipnose gerada pelas notícias alarmantes deste início de milênio. Afinal, alguém mais experiente já disse que nossa tarefa, neste milênio, consistirá em reconstruir a Terra, sob todos os pontos de vista. E a reconstrução de qualquer coisa exige dedicação. Acaso julgue que este momento de reconstrução é tempo de crise, sinto informá-lo de que crises só se resolvem com trabalho, e muito trabalho. Temos de abrir mão de diversas situações e facilidades, sim. É preciso ter em mente que somos chamados para ajudar o mundo, nos envolver com o mundo, no sentido de levar o fermento do otimismo, do trabalho, da qualidade em tudo o que fazemos. Precisamos ser inteligentes a ponto de saber o momento certo de avançar ou de recuar, neste contexto em que nos encontramos.

O cultivo da fé, da oração e da esperança é fundamental para nos mantermos vivos e ligados intimamente à fonte de inspiração que sustenta nossa caminhada. Portanto, diante das notícias alarmantes e calamitosas deste início de milênio, que tal adotar uma atitude, no mínimo, inspiradora e inteligente, considerando o futuro que lhe parece incerto? Sugiro, enfaticamente: não creia em metade do que escuta, não repita metade daquilo em que crê. Ao ouvir uma notícia negativa, divida-a por dois, depois por quatro, e não diga nada do restante dela. Creio que, assim, estaremos em melhores condições de prosseguir com otimismo para o alvo que nos foi proposto por Cristo, isto é: a vitória do bem.

 

Texto extraído do livro Pelas ruas de Calcutá, de Robson Pinheiro pelo espírito Teresa de Calcutá. Páginas 208 a 216.

 

Sobre a autora espiritual:

O Nobel da Paz de 1979 dispensa apresentações. Natural dos Bálcãs, teve uma vida de luta para vivenciar a vocação religiosa à maneira que lhe parecia verdadeiramente cristã, deixando um legado que supera em muito a insistência de seus críticos. “Não havia como deter as lágrimas”: é assim que Robson Pinheiro descreve seu primeiro contato com Teresa de Calcutá. Em mais de 40 livros mediúnicos, é o primeiro que traz a assinatura de um espírito com tal projeção. Numa das frases atribuídas a ela, quando encarnada, e comentada no livro, diz: “O senhor não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho em um leproso”. Desconcertante: esta é Teresa.

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[1] Sl 46:1.

[2] Cf. Mt 7:14.

[3] Cf. Mt 28:30.

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